Poeta e professor Renan de Andrade lança seu segundo livro no Jalapeño

13 de dezembro de 2016


O poeta e professor Renan de Andrade lança o livro “Poemas Riscados” nesta terça-feira 13, às 19h30m, no Jalapeño - Cocina y Cultura, em Jardim da Penha. 

Nascido em Vitória em 1987 e graduado em Letras Português pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o autor atua como professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Produção de Texto.

Seu primeiro livro, a coletânea de poemas “Cenho”, foi lançado em 2008. “Poemas Riscados” é seu segundo livro. 

Andrade mantém também uma página no Facebook intitulada “Olhar sobre as Coisas” (facebook.com/olharsobreascoisas). 

A obra agora lançada é uma produção independente e tem prefácio do poeta Caê Guimarães, e orelhas dos professores Joelmo Costa e Luiz Henrique Menezes.

“Poemas Riscados” reúne a produção do autor nos últimos oito anos. Dividido em quatro capítulos (Musa Azul, Passionais, Gravuras Prosaicas e Diálogos), o livro mescla poesia e prosa que dialogam com a tradição poética brasileira.


- “No primeiro capítulo, apresento a visão de uma tal musa azul, distante, inacessível, idealizada e platônica. São poemas de amor em que fica evidente a influência das cantigas de amor trovadorescas e do Romantismo. Adiante, encontram-se poemas ocasionais de temas variados como como solidão, tédio, o tempo, os percalços do cotidiano”, explica o autor.

No penúltimo capítulo, Andrade apresenta sete contos de prosa poética, curta e reflexiva, tematizando o abandono, a dor existencial e a dificuldade de viver no espaço urbano. Fechando o volume, o leitor encontrará 20 poemas em homenagem a escritores brasileiros e estrangeiros.

Serviço
Lançamento do livro “Poemas Riscados”, de Renan de Andrade (Gráfica e Editora Canela Verde. 104 páginas. Preço: R$ 20,00). 
Terça-feira (13), a partir das 19h30m
Jalapeño – Cocina y Cultura, Rua Francisco Generoso da Fonseca, 355, Jardim da Penha, Vitória/ES. (27) 3029-4742.

O Jogador de Xadrez
Renan de Andrade, 

Conto do livro Poemas Riscados

Ele morava ali desde que o coveiro jogara a última pá de terra sobre o caixão de sua mãe. Circunspecto, não era de muita conversa. Vez ou outra é que viam abertas as poeirentas janelas de seu apartamento.

Ganhara de presente da irmã um tabuleiro de xadrez, daqueles que permitem guardar nele mesmo as peças depois de uma partida. 

E fazia da soturna e apertada varanda seu local de lazer, sempre depois de uma rigorosa sesta que fazia ao meio dia.

Tinha o trabalho de acomodar milimétricamente o tabuleiro no centro da mesa, posicionando uma cadeira em cada extremidade, para que pudesse executar uma jogada e responder a ela em seguida. Passava, assim, quase todas as suas tardes, movimentando-se de um lado para o outro, até cansar e decidir em qual extremidade da mesa daria o xeque mate. Cuidava para equilibrar a quantidade de vezes que vencia com cada uma das cores. E se por ventura perdia as contas e priorizava mais uma cor do que outra, tratava de montar novamente o tabuleiro e vencer com a cor preterida.


Mas vencendo, quer com as pedras negras, quer com as pedras brancas, seu prazer era se pendurar na sacada da varanda e dizer para si mesmo que havia vencido.

Contato do autor:
Renan de Andrade
(27) 99520-0448

Com Ana Laura Nahas

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