Exposição na Galeria Ana Terra apresenta sete jovens e promissores artistas

5 de dezembro de 2016
Ana Coeli Piovesan


De um lado, a pioneira Ana Terra Galeria de Arte, tradicional endereço dedicado às artes plásticas prestes a completar 35 anos de atuação. De outro, a promissora Madu Galeria, nascida há dois anos, exclusivamente na internet, com o objetivo de ampliar o acesso do público às artes visuais, estimular suportes como fotografia, o desenho, o grafite, a colagem, a pintura e a gravura, além de projetar artistas com grande potencial de valorização. 

O resultado deste encontro é a coletiva PONTES, que será aberta no dia 6 de dezembro, a partir das 19h30m, na Ana Terra.

A mostra inaugura as comemorações dos 35 anos da Galeria Ana Terra, aberta pela marchand Ana Coeli Piovesan em 1982. 

- “Nesta jornada, nosso desejo básico foi que a Ana Terra fosse um ponto de encontro das artes. Desde as manifestações visuais à literatura, música e outras áreas. Assim aprendemos e nos aprimoramos com todos do nosso entorno”, explica Ana Coeli. Para ela, a parceria com a Madu e os novos artistas vai além da alegria. 

- “É um poderoso passo rumo ao fortalecimento deste ponto de encontro fazer a trajetória desta Ponte”, ela diz.

A exposição, que poderá ser visitada até o início de fevereiro, renova a ligação da Ana Terra com a arte contemporânea e reforça o compromisso da Madu em cultivar o fértil, mas arenoso terreno da cultura para novos ocupantes. Para o público, é uma grande oportunidade de ter acesso, em primeira mão, a artistas que prometem movimentar a cena artística e o mercado de arte nos próximos anos.

Ayla Lourenço comparece com mapas astrais e constelações feitos com linha. Andreia Falqueto leva suas pinturas hiper-realistas, enquanto Carol Vargas apresenta fotografias com forte influência da cultura pop e Liliana Sanches, suas colagens que exploram a vida cotidiana e o ambiente doméstico.

Os desenhos engajados de Luciano Feijão, as gravuras de Mariana Reis e as pinturas de Felipe Mourad completam a seleção, realizada pela arquiteta Patrícia Bragatto, idealizadora da Madu. “Queremos mostrar que é possível ter acesso a bons artistas mesmo em tempos de crise e orçamentos limitados. Além disso, queremos fortalecer o vínculo emocional do colecionador com a obra, o significado do objeto de arte para quem o adquire”, explica.

OS ARTISTAS

Andreia Falqueto é bacharel em Artes Plásticas e mestranda em História da Arte pela Universidade Federal do Espírito Santo. Seu trabalho desenvolve-se na pintura, desenho, fotografia e vídeo, sempre tendo como fio condutor a presença das pessoas no mundo contemporâneo, por vezes confundindo realidade com projeções do real. Já participou de diversas coletivas em salões em Vitória, Belo Horizonte, Paraná e São Paulo, além de ter realizado mostras individuais em espaços culturais do Espírito Santo. Atualmente dedica-se à sua pesquisa em artes visuais e atua como professora voluntária na Ufes.

Ayla Lourenço é estudante de artes plásticas na Universidade Federal do Espírito Santo e transita entre diferentes linguagens, como a literatura e o desenho. Depois de expandir os horizontes em uma pesquisa sobre vídeos verticais, atualmente investe em estudos esotéricos, com enfoque sobre a astrologia e cartas natais.


Carol Vargas é formada em Comunicação Social e Pós-Graduada em Processos Criativos em Palavra e Imagem. 

Há 15 anos, desenvolve trabalhos fotográficos autorais e comerciais, abrangendo várias linguagens, suportes e técnicas. Suas imagens são influenciadas especialmente pela cultura pop, passando pela música, arte e design. 

Trabalhar ideias com liberdade e autonomia caracteriza seu processo de criação e experimentações estéticas na produção fotográfica.

Felipe Mourad nasceu em 1982, em Cachoeiro de Itapemirim. Em 2001 mudou-se para Belo Horizonte para estudar filosofia, curso que abandonou para se dedicar intensivamente às artes plásticas, participando de cursos livres, realizando pequenas exposições em espaços alternativos, e sobretudo, explorando trabalhos de intervenção urbana. Em 2008, realizou uma série de intervenções nas lixeiras de Paris, com tinta e material descartado, intitulada A Mais Bela Lixeira. Também se dedica à música e à pesquisa e criação em dança butô.

Liliana Sanches nasceu em 1983, em Vitória. Cursa Artes Plásticas na Universidade Federal do Espírito Santo e participa do coletivo Célula de Gravura, de pesquisa e produção em litografia. Sua pesquisa pessoal é voltada para a serigrafia, onde a figuração é trabalhada de forma muito pessoal, por vezes com um toque de realismo fantástico. 

Ao explorando a vida cotidiana e o ambiente doméstico como temas, traz ao espectador uma sensação de voyeur, observador da intimidade íntima de um personagem por vezes feminino e solitário. Além de gravurista, atua também com criação, pesquisa e desenvolvimento de estampas exclusivas em serigrafia com aplicação sobre peças de decoração e moda.

Luciano Feijão nasceu em Vitória (ES) em 1976. Graduado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo, com Mestrado em Artes pela mesma instituição, participou de exposições individuais e coletivas de desenho, ilustração e gravura em Vitória, São Paulo, México e Los Angeles. 

A mais recente delas, Torções, ocupou com grande sucesso o Mucane - Museu Capixaba do Negro. Foi membro-fundador do grupo Célula de Gravura, com pesquisa em litografia. Atualmente coordena o NUPIE - Núcleo de Pesquisa em Ilustração Editorial da UFES em parceria com o SESC Glória.

SERVIÇO

Pontes. Coletiva dos artistas Andreia Falqueto, Ayla Lourenço, Carol Vargas, Felipe Mourad, Liliana Sanches, Luciano Feijão e Mariana Reis. 
Abertura: 6 de dezembro, às 19h30m
Galeria de Arte Ana Terra, Rua Eugênio Netto, 106, Praia do Canto, Vitória/ES. Visitação: 7 de dezembro a 4 de fevereiro, segunda a sexta das 12 às 19 e sábados das 10 às 15h. Entrada franca. 
Informações: (27) 3235-1830.

Com Ana Laura Nahas

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