23º Festival de Cinema de Vitória - Filmes com temática étnico-racial são destaque nesta sexta-feira (18)

17 de novembro de 2016


"O Menino e a caixa misteriosa"



A programação do 23º Festival de Cinema de Vitória desta sexta-feira (18) começa com o 17º Festivalzinho de Cinema de Vitória, que exibirá filmes para estudantes da rede pública de ensino no Cineclube Metrópolis, na Ufes. A sessão se repete às 14h.


Durante a tarde, tem estreia no Festival de Cinema de Vitória. Às 15h, acontece a Mostra Cinema e Negritude, que nasce da importância de disseminar a memória e a história dos afro-brasileiros através do cinema. 

"Restos"

Em sessão única, essa mostra apresentará cinco filmes com enfoque nas questões étnico-raciais que concorrerão ao Troféu Vitória - Júri Popular. A exibição será no Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória (ES).

Filmes com temática étnico-racial são destaque nesta sexta-feira (18)


Também no Teatro Carlos Gomes, às 17 horas, serão exibidos sete curtas-metragens do segundo e último dia da 5ª Mostra Corsária. Inspirada no filme Alma Corsária, de Carlos Reichenbach (1945-2012), a Mostra Corsária exibe filmes que buscam evidenciar as influências do diretor na nova geração de cineastas brasileiros. 


Santa porque avalanche

Os filmes em competição serão avaliados por um júri composto por três profissionais da cadeia produtiva audiovisual brasileira. No final, duas produções, sem ordem de classificação, serão premiadas com o Troféu Vitória.

A programação desta sexta prossegue com a última sessão da 20ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, às 19h, no Teatro Carlos Gomes. Nesta última exibição da mostra, cinco filmes estarão em cartaz: “O Ex-Mágico”, de Olímpio Costa e Maurício Nunes; “Buscando Helena”, de Roberto Berliner e Ana Amélia Macedo; “A Moça que Dançou com o Diabo”, de João Paulo Miranda Maria; “Solon”, de Clarissa Campolina; “Aspirina para Dor de Cabeça”, de Philippe Bastos; “Regeneração”, de Humberto Carrão, e “Cartas para Eros”, de Herbert Fieni.


Também na reta final, a 6ª Mostra Competitiva Nacional de Longas exibe o último filme, às 21h. Em “Todas as Cores da Noite”, de Pedro Severien, Iris vive sozinha num espaçoso apartamento à beira-mar. 

O horizonte esverdeado parece distanciá-la da cidade em confortável isolamento. Ao anoitecer, o lugar acolhe conhecidos e desconhecidos num frenético fluxo de festa. Iris é a atração principal. Mas, num amanhecer ressecado, ela encontra um corpo na sala de estar.

SEXTA-FEIRA (14)
ENTRADA FRANCA!


9h - Oficina de Cinema e Vídeo - Ufes
9h - Oficina de Crítica Cinematográfica - Ufes
9h - 17º Festivalzinho de Cinema de Vitória - Cine Metrópolis/Ufes
Insustentarte (Animação, 3’, GO), de Thiago Ottoni. O que é mais absurdo: despejar toneladas de lixo no córrego da cidade ou um castor artista virar celebridade?

O Projeto do Meu Pai (Animação, 6’, ES), de Rosaria. Eu tenho um amigo que diz que a gente precisa desenhar uma mesma coisa mil vezes, até ela ficar do jeito que a gente acha que é.

O Menino e a Caixa Misteriosa (Ficção, 10’, RN), de Leonardo Maximiano e Andrieli Torres. Luiz certamente passaria a vida inteira brincando na terra quente com seus amigos se não fosse pela chegada de uma caixa misteriosa. A caixa atrai a atenção de todos e agora a vizinhança está em apuros.

Travesseiros (Animação, 4’, PR), de Almir Correia. Em uma noite de tempestade, um menino vê seus pais sonâmbulos subindo aos céus através de uma escada feita de travesseiros. Ele os segue e descobre um mundo acima das nuvens.

A Orelha de Van Gogh (Animação, 10’, MG), de Thiago Franco. Adaptado do conto literário homônimo de Moacyr Scliar, retirado do livro A orelha de Van Gogh: contos, publicado em 1989, pela Cia das Letras. O filme conta a história de um proprietário de um armazém e seu filho, que acompanha de perto os planos mirabolantes inventados pelo pai para conseguir o perdão de uma grande dívida, cujo credor é admirador incondicional do pintor Van Gogh.

Hora do Lanchêêê (Ficção, 15’, RJ), de Claudia Mattos. Se não fosse pelo almoço gratuito na escola pública, os irmãos Joalisson, Joedson e Jowilson iriam ficar de barriga vazia o dia inteiro. A mãe dos meninos, que é solteira e está desempregada, tem dificuldade até mesmo para colocar comida em casa, mas não quer que os vizinhos saibam de seus problemas financeiros. Por isso, toda tarde, ela obriga as crianças a ir para a janela da frente e fingir que estão mastigando. A vizinhança toda acredita. Até quando essa farsa vai se sustentar?

A Menina e Fada de Luz, Suelen Encontra uma Amiga (Animação, 7’, RJ), Alan Nóbrega. Suelen Maria, uma menina de 7 anos, órfã e que vive nas ruas, conhece a Fada da Luz quando é perseguida por um grupo de meninos malvados, despertando na Suelen os sentimentos de amizade, de solidariedade e de superação.

Fantasmo (Ficção, 13’, SP), de Mateus Loner. Às vezes, quando a gente é criança, acordamos e tem um fantasma no nosso quarto. Isso aconteceu com o pequeno Joaquim. O pai de Joaquim lida com o medo do filho de forma diferente da grande maioria, pois ele sabe que não adianta ignorar ou brigar com alguém só porque a gente ainda não o conheceu.

H2Obby (Animação, 4’, SP), de Flávia Trevisan. H2Obby traz a história de Hobby, um cachorrinho muito curioso que desenvolve uma amizade com um cubo de gelo. Porém, com o evoluir da história, contratempos ameaçam quebrar esse recém-criado laço. Será que Hobby conseguirá mantê-lo?

A Culpa é do Neymar (Ficção, 10’, RJ), de João Ademir / Exibição fora de competição, Melhor Filme - Júri Popular do 16º Festivalzinho de Cinema de Vitória. O curta, que se passa no ano de 2011, apresenta a história de Jair, um botafoguense fanático que entra em delírio ao descobrir que Túlio, seu único filho, influenciado pela Neymarmania, passou a torcer pelo Santos. Nesse contexto, Sandra, sua esposa, buscará todas as alternativas para trazer o marido à razão e restaurar a paz familiar.

14h - 17º Festivalzinho de Cinema de Vitória - Cine Metrópolis/Ufes

14h - Oficinas Integradas de Cinema: Roteiro, Direção, Trilha e Finalização - Ufes

15h - Mostra Cinema e Negritude - Teatro Carlos Gomes
“Cinzas” (Ficção, 15’, BA), de Larissa Fulana de Tal. “Cinzas” é um filme que trata do cotidiano de Toni, um personagem fictício, mas que se assemelha à vivência de muitos outros personagens reais.

“Black Out” (Documentário, 13’, PE), de Adalmir José da Silva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano, Sérgio Santos. Quilombo de Conceição das Crioulas, Salgueiro, sertão pernambucano, nordeste do Brasil. Um filme sobre o invisível.

“Procura-se Irenice” (Documentário, 25’, SP), de Marco Escrivão e Thiago B. Mendonça. O resgate de uma personagem silenciada. “Procura-se Irenice” é a busca por uma atleta esquecida. O encontro com uma história apagada pela ditadura.

“Preto” (Ficção, 21’, SP), de Elton de Almeida. Lucas foi adotado ainda bebê por uma família branca de classe média alta paulistana e, desde cedo, teve que se acostumar a ser sempre o diferente. Agora, no começo da vida adulta, encara conflitos cotidianos que colocam em cheque a figura que ele representa para os outros, nos diversos círculos em que procura se inserir. É obrigado a questionar sua identidade enquanto indivíduo, na busca por compreender o que o torna semelhante ou distinto dos muitos universos à sua volta.

“Restos” (Ficção, 16’, BA), de Renato Chagas Gaiarsa. A cidade de Salvador passa por uma inesperada paralisação do serviço de limpeza pública. O apodrecimento gradual da cidade devido à greve e à reverberação desta situação aparecerão sob o olhar do gari Souza, cidadão humilde que não tem consciência de classe, mas cujo poder parece crescer a cada novo saco de lixo que se acumula em montanhas pela cidade afora.

17h - 5ª Mostra Corsária - Teatro Carlos Gomes
“Santa Porque Avalanche” (Experimental, 17’, CE), de Paulo Victor Soares. Quatro amigos inscrevem-se no concurso da garota molhada, fogem e apaixonam-se pela morte.

“Mãos Que Curam” (Documentário, 20’, SP), de Gustavo Vinagre. Marta prepara um bolo para a chegada de seu filho.
“Preparação para Exercício Aéreo, O Deserto - I” (Experimental, 10’, ES), de Rubiane Maia e Luísa Nóbrega. “Preparação para Exercício Aéreo” é um vídeo no qual busca-se investigar através da performance as relações entre o corpo, a mobilidade e a leveza por meio de uma pesquisa inspirada no desejo humano de voar, seja ele real ou metafórico. O projeto foi realizado no Deserto de Sal em Uyuni, Bolívia.

“Wendigo” (Ficção, 3’, GO), de Luciano Evangelista. Um japonês relembra encontros que tivera durante suas viagens.

“Carruagem Rajante” (Ficção, 21’, RJ), de Lívia de Paiva e Jorge Polo. Enquanto a estrada se transforma, ele também, criando uma brisa que se espalha.

“Horror”, (Ficção, 24’, RS), de Leonardo Bomfim. Cada garoto inventa uma história.
“Os Mortos” (Experimental, 11’, SP) de Stefano Calgaro e Pedro Achilles. As fotografias da viagem de um casal para Três Corações. Em paralelo, Orfeu fala sobre Eurídice a Baca.


19h - 20ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas - Teatro Carlos Gomes
O Ex-Mágico (Animação, 11’, PE), de Olímpio Costa e Maurício Nunes. Com misteriosos poderes, o ex-mágico, sem passado e sem paciência com o mundo, vai em busca de uma maneira de libertar-se das angústias que seus dons mágicos causaram em sua vida.

Buscando Helena (Documentário, 21’, RJ), de Roberto Berliner e Ana Amélia Macedo. Roberto e Ana Amélia acabaram de receber a notícia de que sua filha está à espera deles. Nós seguimos a extraordinária viagem deles até o juizado de menores pra trazer Helena pra casa.


A Moça que Dançou com o Diabo (Ficção, 14’, SP), de João Paulo Miranda Maria. Numa sociedade conservadora e religiosa, uma garota vive sua rotina tentando encontrar o seu paraíso na Terra.

Solon (Experimental, 16’, MG), de Clarissa Campolina. Solon dialoga com as artes visuais, a performance e a ficção científica. Uma fábula sobre o surgimento do mundo, apresentado a partir do encontro de uma paisagem devastada e uma criatura misteriosa. Solon habita o espaço extremamente árido e infértil. Aos poucos, ela se destaca da paisagem, aprende a se movimentar e explorar seu corpo. Verte água por suas extremidades e inicia sua missão de regar e nutrir a terra. A paisagem se altera e a própria personagem também. Nasce o mundo. Nasce a mulher.

Aspirina para Dor de Cabeça (Ficção, 15’, RJ), de Philippe Bastos. Envolvido pelo clima sombrio e impactante do último capítulo de uma radionovela, Alberto Limonta tenta descobrir os mistérios por trás da morte de sua esposa. Logo ele acabará descobrindo que a realidade pode ser mais cruel que a pior das dores de cabeça.

Regeneração (Ficção, 17’, RJ), de Humberto Carrão. Uma cidade que sempre lutou para ser outra coisa que não ela mesma.

Cartas para Eros (Documentário, 30’, ES), de Herbert Fieni. O documentário é uma busca por vestígios materiais da cena transformista e clubber dos anos 90 em Vitória. Cartografando em primeiras pessoas o devir afetivo que essas imagens-recordações desencadeiam na processualidade de montagem do filme, o autor se transforma em objeto, deixando-se imergir num constante fluxo de imagens, agrupadas libidinosamente sob o impulso de Eros em seu desejo de criar encontros e relações entre os homens.

21h 6ª Mostra Competitiva Nacional de Longas - Teatro Carlos Gomes
Todas as Cores da Noite (Ficção, 70′, PE), de Pedro Severien. Iris vive sozinha num espaçoso apartamento à beira-mar. O horizonte esverdeado parece distanciá-la da cidade em confortável isolamento. Ao anoitecer, o lugar acolhe conhecidos e desconhecidos num frenético fluxo de festa. Iris é a atração principal. Mas, num amanhecer ressacado, ela encontra um corpo na sala de estar.

Com Danielle Ewald

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