Poesia todo dia - Orlando Eller: Poemeto

24 de junho de 2015












Poemeto






Direito à vida,
ao colo da mãe,
ao seio que verte,
ao sol, à lua, ao ar,
à candura, à água,
ao mar, à colina,
ao amor, à escola,
à fé que se põe

sem nunca se opor,
                                                                     
a ir, a vir, a estar,
a ser e a existir,
a olhar-se em volta,
a sentar-se na relva
e a rolar-se à sombra
para contar estrelas
ciganas da luz,
a plantar, a colher,
a se ver e a encontrar,
a dizer e a contar,

a sorrir e a gargalhar,
a amargurar-se,
a dar senso à lágrima,
a soluçar e a invocar
e a conceder o perdão,
sem migalha em troca,
a trocar sem devolver,
e a retrocar, se leve for,
aqui e ali, em vice e versa,
e a acolher sem exigir
uma permuta qualquer
por amar e viver.



Orlando Eller anotou:

- "Oleari, um dia me tiraram de dentro da roça, 
mas não conseguiram tirar a roça de dentro 
de mim".

Nasceu em Afonso Cláudio (ES), jornalista há
uns 45 anos. Trabalhou no Correio do Povo
em Poa, Porto Alegre, RS; em A Gazeta de Vitória/ES;
na Comunicação da Vale e do Tribunal de Contas 
do ES.

Aposentado, mas na ativa. Com o parceiro
Sergio Aboudib, lançou mês passado
na Assembleia Legislativa do ES o livro "Penúltima
Edição", de crônicas, contos, poemas e
opinião (140 páginas).


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