Poesia todo dia - Gonzaguinha: a gente não tem jeito de babaca

26 de junho de 2015
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Prá passar a mão nela...














Gonzaguinha (1988)


A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor…
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade…

É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Prá passar a mão nela…É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação…

É! É! É! É! É! É! É!…É!
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor…
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade…

É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Prá passar a mão nela…

É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação…

Pitaco do Oleari

Em 25 de janeiro de 2014 dei um repeteco de uma postagem do ex Blogui Don Oleari de 21 de setembro de 2008. Isto é, seis anos depois.
Dizia o textim:

- A letra aí é uma contribuição do Adolfo Miranda Oleare (na foto com o professor Eglair Carvalho), coleguinha do Emmanueldo Kant e da Angela Maria Marques em questões da vã filosofia, e primeira cria do autor do blogui.

Gonzaguinha deixou coisas inesquecíveis, imortais. Nós, os do povo, engolimos, mas não temos cara de panaca.

Desde o saque do nosso ouro pela corte portuguesa até os tempos de gênios tipo Daniel Dantas, Naji Nahas, políticos corruptos, mensalões, candidatos de ficha suja, cantrilixobreganejo, pagodim paulista, Banda Calixo, entre outras fezes produzidas pelo bichomem.

Aí, dava outra nota:
- Nota do Editor Chefão do Portal DOPC:
Apesar de repeteco - vejam a data - continua atualíssimo. Vamuquivamu pruquê tamuquitamu.

Hoje, 26 de junho de 2015, ao invés de continuar mudando pra continuar a memacosa, ao contrário, o que já era muito ruim desde os tempos de D. João VI seguiu a tendência de piorar ainda mais. E tudo piorou pracas.

Nõs não temos cara de panaca, mas aumentou muitíssimo a galera que quer botar uma máscara de panaca e de babaca na cara do povaréu.

E por mais que a poesia seja lírica, cheia de encantos, a poesia se serve também ao protesto, à revolta, à indignação, à contestação. E dou outro repeteco: vamuquivamu pruquê tamuquitamu.

E phoda-se o mundo porque eu não me chamo Raimundo  (Oswaldo Oleari).

https://www.youtube.com/watch?v=Fwzc9CiyzqQ -

É - Gonzaguinha!!! =


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