Os cuidados que se deve ter ao visitar um museu

25 de julho de 2014

O público de exposições culturais tem crescido, especialmente devido à maior valorização e recuperação de museus e espaços históricos no Brasil e no Espírito Santo.

Mas é preciso formar e educar os visitantes para as regras fundamentais para preservação das obras em exposição

Visitar uma exposição ou poder admirar de perto a obra do um grande artista é uma experiência única, mas nem tudo é permitido durante uma visita cultural. A expressão de que “brasileiro vê com as mãos” não funciona dentro dos museus, e outras atitudes também devem ser observadas para ajudar na conservação dos espaços e dos objetos em exibição.

A historiadora Diovani Favoreto (foto), da Empório Capixaba, explica o motivo.

- “A maioria das exposições são realizadas com obras originais, peças únicas, afinal é isso que dá sentido à visitação. E quanto mais se preserva, mais durável será, por isso a necessidade de alguns cuidados especiais”, disse Diovani.

As orientações são simples e não exigem muito esforço dos visitantes, mas nem por isso devem ser ignoradas. O flash utilizado na hora de fotografar, por exemplo, é proibido porque deteriora a peça exposta. Fazendo uma analogia: a luz do flash disparado por apenas alguns segundos sobre a obra pode ser comparado a uma peça de roupa que recebeu uma hora de sol. Com o passar do tempo, o excesso de luz pode provocar desgaste de características como cor e brilho, fragilizando e danificando o objeto, que perde sua beleza.

Em quase todos os espaços de visitação também há uma distância mínima, pelo menos 50 cm, que as pessoas precisam manter em relação às obras. O objetivo é protegê-las de algum possível acidente, bem como, de serem tocadas, evitando o atrito e o acúmulo de sujeira que naturalmente acumulamos nas mãos pelas atividades do dia a dia. O tipo de calçado também deve ser considerado, segundo Diovani.

- “Uma coisa é duas pessoas andarem dentro de uma casa com piso de madeira, outra é um grande fluxo de pessoas passando por hora pelo mesmo piso, o que causa um desgaste do espaço”, explicou a historiadora. Por isso, muitos disponibilizam proteção para os calçados, que devem ser colocados previamente antes de percorrermos o espaço.

Podemos observar também que a maioria dos museus são um pouco mais frios que o ambiente externo. Isso ocorre propositalmente por conta da climatização dos ambientes expositivos. A temperatura e a umidade influenciam na preservação das obras, por isso é tão importante manter constante equilíbrio, tanto durante o dia quanto também à noite.

De uma maneira geral, as visitas costumam ter um tempo ilimitado para apreciação das peças, possibilitando ao observador ficar à vontade para admirar o quanto quiser. Mas é importante a consciência de sempre seguir as regras, para que os próximos visitantes possam ter a mesma oportunidade.

Confira algumas dicas para realizar uma visita de forma tranquila e proveitosa:

- Não leve comida. As migalhas que caírem no chão podem atrair insetos e roedores;
- Cuidado com as crianças. Oriente-as previamente e não as perca de vista, evitando acidentes ou atitudes que podem danificar obras;
- Procure observar o folder da exposição. Ele pode ajudar a conduzir a visita, para melhor aproveitamento;
- Procure por um guia. Se houver algum no local ele poderá facilitar o roteiro e te ajudar a entender melhor sobre as peças expostas, caso não queira desvendá-las sozinho;
- Observe a regra do uso da máquina fotográfica. Em alguns locais elas são totalmente proibidas; já em outras são liberadas fotografias, mas sem o uso do flash;
- Obedeça as regras de distância mínima das obras;
- Evite conversas em alto tom, desabilite o toque do celular, e caso precise atender um telefonema, saia para um espaço adequado.

Cominformações de Jamili Zimbaldi

COMENTAR

COPYRIGHT© 2007-2014 Don Oleari Ponto Com - Todos os direitos reservados - aldeia verbal produções e jornalismo - CNPJ: 15.265.070/0001-49