Itaú Cultural homenageia Jards Macale no programa Ocupação no Auditório Ibirapuera

28 de maio de 2014
Diagonal, coluna do Oleari

Bianca Barbosa Costa, da equipe de música do Instituto Itaú Cultural de São Paulo, contatou este escriba na primeira quinzena de maio.

Para minha surpresa, ela me falava de um texto escrito por mim em julho de 1978 no extinto Jornal da Cidade.

Eu criticava duramente a prisão arbitrária do cantor e compositor Jards Macalé por ter incluido um número não informado no roteiro submetido previamente ao famigerado Departamento de Censura.

Abaixo, os detalhes.

Dizia ela:

- Olá, Oleari:

- Meu nome é Bianca, faço parte da equipe de Música do Instituto Itaú Cultural. Prazer em falar contigo!

Em 31 de maio será aberta a Ocupação Jards Macalé no instituto. Localizamos uma matéria do Jornal da Cidade  escrita por você, e gostaríamos de consultá-lo a respeito da licença para utilizá-la.

Tenho as referências da matéria:
Jornal da Cidade (Vitória) (8/7/1978): ''Desencontro'', artigo sobre prisão de Macalé em Vitória.

Agradeço sua atenção,
Bianca Costa
Itaú Cultural | Auditório Ibirapuera
Núcleo de Música


Dei o devido e imediato retorno à Bianca, a quem disse estar surpreso com a informação, pois me lembrava do episódio mas não me lembrava do texto completo.

Pedi e ela me enviou um arquivo (que está aí, postado).

Não sei se alguém conseguirá lê-lo, mas certamente muita gente vai "curtir" o linki no feissibuqui, onde pouca gente lê pouca coisa ou nada. 

O negócio é curtir e isculhambá geral com tudo e com todos. 

Deixo aí o arquivo gentilmente enviado pela Bianca Barbosa Costa. Curiosamente, passados meros 36 anos da data do artigo, relembro que, apesar da barra ainda estar muito pesada por aqui naquele período, não fui convidado para uma entrevista nem pelos cegos da censura, nem pelo pessoal da Polícia Federal.

Há cerca de 2 anos, fomos ver uma apresentação do grande Jards Macalé no Sesc Vila Mariana e até hoje me arrependo de não ter dito ao Macalé, niquiqui narrou o episódio, que eu tinha acompanhado tudo de pertim, pois era Coordenador de Jornalismo da Rádio Espírito Santo, então integrante da extinta Fundação Cultural do Espírito Santo (Oswaldo Oleari ou Oleare).

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